19 Junho 2007

aMoR

Depois de anos com os sentidos adormecidos acordo com uma alfinetada. Não, não sangrei até a morte, foi apenas um fino alfinete tocando a pele que mandou um sinal para o cérebro dizendo: um alfinete tocou sua pele sinta um leve incomodo.Foi apenas um incomodo, algo que passa. Então por que diabos estou acordada, com os olhos fixos no teto sabendo que as seis da manhã o relógio vai tocar e a segunda, que é primeira inicia sua rotina? São quatro da manhã eu estou acordada, não durmo, é como se no estômago um rato corresse em sua rodinha, estou com a sensação que vou vomitar a qualquer momento. Liguei o rádio, talvez, música relaxa, quem sabe o sono vem, a cantora diz “siegue rodiando a la sombra de ti, siegue rodiando por ali...”, parece realmente que é o fim e o mal testar passa do estômago para a cabeça que como na música roda. Penso ironicamente que só eu mesmo teria um mal estar desses, só eu enjôo do nada. Começo a ficar nervosa, tenho uma crise de choro por que tudo passou e sinto um vazio, imenso, irrecuperável. Sinto-me amortecida pelo nada e tudo, durmo uma hora e o despertador toca. Para noite mal dormida café, para olhos inchados óculos escuros, para a vida que não acontece mais um dia de rotina que começa coletiva.

1 comentários:

Liza Mello disse...

Giane! não sabia que tu tinha um blog! muito legal esse fim, legal mesmo!
tu tb gosta de lou reed?! bah, o que não se descobre nesse ciberespaço...:)