17 Julho 2007

O nada

A muito tempo não publico nada no Blog. E todos os dias olho para a data na parte superior do post e fico ansiosa. Penso comigo preciso escrever algo e abro o Word, meu pensamento trava e não passo daí. Então pensei em falar do PAN e dos brasileiros medalhistas, sobre a vaia que o Lula levou, mas não ... A verdade é que meu cérebro entrou de férias, ou melhor, greve. O fato é que estou sentimental nestes dias, procurando significados poéticos para quase tudo. Escrevi um poema para um amigo que estava de aniversário, fui ter conversas filosóficas com uma amiga de infância, estou reconstituindo um pouco de mim que estava perdido nos livros de teorias e práticas tecnológicas. Quando eu tiver algo para escrever eu escreverei.... e tenho dito!

*Um extra ... as vezes penso que posso sair quicando como uma bola de tênis. E para ninguém sair traumatizado com este post eu deixo uma letra de música que invade a minha mente a todo o instante.

Olho de Peixe

Lenine

Se na cabeça do homem tem um porão Onde moram o instinto e a repressão(diz aí) O que é que tem no sótão?

Permanentemente, preso ao presente

o homem na redoma de vidro

em raros instantes

de alívio e deleite

ele descobre o véu

que esconde o desconhecido,

o desconhecido

como uma tomada à distância

uma grande angular

é como se nunca estivesse existido dúvida,

existido dúvida

evidentemente a mente é como um baú

o homem é quem decide

o que nele guardar

mas a razão prevalece,

impõe seus limites

e ele se permite esquecer de se lembrar,

esquecer de lembrar

é como se passasse a vida inteira

eternizando a miragem

é como o capuz negro

que cega o falcão selvagem,

o falcão selvagem

1 comentários:

Ananda Etges disse...

bom te ver!
vê se te motiva a escrever hein!
bjooo